Comprar terra ou sítio exige planejamento. Entenda como o consórcio, sem juros, pode entrar nessa conta, o que depende do regulamento e quais cuidados tomar antes de contratar.
← Voltar para o BlogSítio, chácara, terra para produzir ou um refúgio no campo: comprar imóvel rural costuma exigir um valor alto e juros pesados no financiamento. O consórcio é uma alternativa de planejamento, sem juros, mas com regras próprias e sem promessa de prazo. Veja como funciona e o que conferir antes.
O consórcio de imóvel reúne um grupo de pessoas que pagam parcelas mensais para formar um fundo comum. A cada assembleia, alguns participantes são contemplados por sorteio ou por lance e recebem uma carta de crédito para comprar o bem. Não há juros: o custo está na taxa de administração, no fundo de reserva e no seguro, quando contratado. Para o imóvel rural a lógica é a mesma, mas a carta só pode ser usada se o regulamento do grupo permitir. Por isso, a primeira pergunta não é quanto custa a parcela, e sim se o bem que você quer é aceito. Se você ainda está começando, vale ler o que é consórcio e como funciona o consórcio de imóvel.
Em geral, o interesse é comprar uma área de terra, um sítio, uma chácara ou uma propriedade com casa e galpões. Algumas administradoras aceitam o imóvel rural dentro da carta de imóvel, e outras têm grupos próprios ou restrições, por exemplo quanto ao tamanho da área, à finalidade ou à localização. Itens como máquinas, tratores e implementos normalmente pertencem a outra categoria; para eles, veja consórcio de máquinas agrícolas. Se a ideia é comprar um lote para construir depois, o caminho costuma ser o de consórcio para terreno. Em qualquer caso, a regra que vale é a do regulamento do grupo que você contratar.
Imóvel rural costuma exigir mais atenção documental do que um apartamento. A administradora precisa analisar se a matrícula está regular, se o vendedor pode vender e se não há pendências que impeçam a garantia. Dependendo do caso, entram documentos específicos de propriedade rural, como o cadastro do imóvel e a regularidade ambiental e fiscal, e a exigência varia conforme a administradora e a região. O consórcio não substitui essa conferência: ele entrega o crédito, e o negócio ainda depende de o imóvel passar na análise. Para entender o fluxo geral, leia documentos para usar a carta de crédito de imóvel e como usar a carta de crédito. Um advogado ou despachante de confiança ajuda a evitar surpresas.
Quer saber se o seu consórcio de imóvel pode ser usado em uma propriedade rural? Fale com um especialista da Agion e veja as opções de grupo, parcela e estratégia de lance.
Falar com um especialistaO financiamento rural e o crédito bancário trazem o dinheiro na hora, mas com juros, e as condições mudam conforme a linha, o perfil e a finalidade. O consórcio cobra parcelas menores por não ter juros, porém exige paciência: o crédito só chega na contemplação. Para quem pode esperar e quer um custo previsível, o consórcio funciona como planejamento; para quem precisa fechar a compra já, o financiamento tende a ser a saída, e vale comparar o custo total das duas opções. A comparação completa está em consórcio ou financiamento. Há também quem combine os dois, usando o consórcio como entrada de longo prazo e o crédito para complementar, o que deve ser avaliado caso a caso.
Quem tem uma propriedade em vista quase sempre quer encurtar a espera. Além do sorteio, é possível ofertar lance livre, fixo ou embutido, conforme as regras do grupo, e nenhuma dessas formas garante a contemplação, já que outros participantes também ofertam. Reservar um valor para o lance desde o início aumenta as chances, mas não elimina a incerteza. Entenda as regras em lance em consórcio e as estratégias em como ser contemplado. As administradoras são autorizadas e fiscalizadas pelo Banco Central, o que dá segurança ao processo. Para ver faixas de crédito, conheça as cartas de crédito, os consórcios, o planejamento financeiro e as exclusividades da Agion.