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Reajuste da parcela do consórcio

A parcela sobe de tempos em tempos — e isso não é juro. Veja qual índice corrige a sua carta de crédito, quando a atualização acontece e como manter o plano dentro do orçamento.

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AEquipe AgionCustosAtualizado em ago/20265 min de leitura

A parcela que você paga hoje no consórcio provavelmente não será a mesma daqui a um ano — e isso costuma assustar quem entrou no plano imaginando prestação congelada. O reajuste, porém, não é juro: ele existe para que a sua carta de crédito continue comprando o mesmo bem lá na frente. Neste guia você entende qual índice corrige o seu plano, quando a atualização é aplicada, o que muda no saldo devedor e como se organizar para que a correção nunca vire um problema no orçamento.

Por que a parcela do consórcio é reajustada

No consórcio, você não contrata um valor em reais congelado: contrata o direito de receber uma carta de crédito suficiente para comprar determinado bem. Se essa carta ficasse parada no tempo enquanto imóveis, veículos e materiais de construção sobem de preço, o consorciado seria contemplado com um crédito defasado e teria de completar a diferença do próprio bolso.

Para evitar isso, o contrato prevê a correção periódica da carta por um índice. Quando a carta é atualizada, o saldo devedor e as parcelas acompanham na mesma proporção — afinal, todo mundo no grupo paga em percentual do valor do bem, e não em reais fixos. É esse mecanismo que mantém o fundo comum equilibrado e permite contemplar consorciados mês após mês, sob a fiscalização do Banco Central.

Qual índice corrige a sua carta de crédito

Não existe um índice único para todo consórcio: o que vale é o que está escrito no seu contrato e no regulamento do grupo. Os critérios mais comuns são:

INCC — Índice Nacional de Custo da Construção, usado com frequência em planos imobiliários e em consórcio para construção, porque acompanha o custo de obra.
IPCA ou IGP-M — índices gerais de preços, adotados por parte das administradoras em planos de imóvel pronto, serviços ou crédito para reforma.
Tabela do fabricante ou preço médio de mercado — padrão em consórcio de carro e de moto, em que a carta segue o preço do modelo escolhido.

Antes de assinar, localize no contrato duas informações: qual é o índice e em que mês ele é aplicado. Duas cartas do mesmo valor podem se comportar de formas bem diferentes ao longo de dez ou quinze anos só por causa desse detalhe.

Quando o reajuste acontece e o que muda na prática

Na maior parte dos planos, a correção é anual e acontece na assembleia de aniversário do grupo — ou seja, todos os cotistas daquele grupo são reajustados juntos, na mesma data, independentemente de quando cada um entrou. Em planos atrelados à tabela do fabricante, a atualização pode seguir outra periodicidade.

O cálculo é mais simples do que parece. A carta de crédito é corrigida pelo índice; o saldo devedor, que é um percentual dessa carta, sobe na mesma proporção; e a nova parcela nasce da divisão desse saldo pelo número de prestações que ainda faltam. Repare que os percentuais contratados — fundo comum, taxa de administração e fundo de reserva — continuam os mesmos: o que muda é a base sobre a qual eles incidem.

Um exemplo apenas ilustrativo: se a carta for corrigida em torno de 5% num ano, a parcela também sobe perto de 5%. E, do outro lado da conta, o crédito que você vai receber cresceu na mesma medida — você paga mais, mas também compra mais.

Quer saber exatamente como o reajuste afeta o seu plano até o fim do prazo? A Agion simula o seu consórcio com a correção embutida e mostra o impacto real no orçamento.

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Reajuste não é juro: a diferença para o financiamento

Esse é o ponto que mais gera confusão. No financiamento, o banco empresta dinheiro e cobra juros por isso — na casa dos 8% a 12% ao ano em boa parte das linhas imobiliárias — e ainda aplica correção sobre o saldo. São duas coisas somadas: o custo do dinheiro emprestado mais a atualização monetária.

No consórcio não há dinheiro emprestado: o grupo se autofinancia. Por isso não existem juros. O que existe é a taxa de administração, contratada em percentual, mais a correção que apenas repõe o preço do bem. É uma diferença de natureza, não de nome — e ela aparece no total pago ao fim do plano. Se quiser ver as duas contas lado a lado, vale ler consórcio ou financiamento.

Ainda assim, seja honesto com o seu orçamento: o consórcio não tem parcela fixa em reais. Quem promete prestação imutável por 15 anos está ignorando o contrato.

Como se planejar para o reajuste

A correção só vira problema quando o plano foi contratado no limite do orçamento. Algumas práticas simples resolvem quase todos os apertos:

Contrate com folga. Escolha uma parcela que caiba confortavelmente hoje, prevendo atualizações anuais ao longo do plano.
Acompanhe as assembleias. A administradora informa o índice aplicado e o novo valor; saber com antecedência evita surpresa no boleto.
Use o lance a seu favor. Um lance pode antecipar a contemplação e, dependendo da regra do grupo, reduzir prazo ou parcela.
Reveja o tamanho da carta. Se a prestação apertou de verdade, reduzir o crédito costuma ser melhor do que sair do consórcio.

Na Agion, unimos consórcio + planejamento financeiro + consultoria justamente para que a parcela caiba no seu orçamento hoje e continue cabendo depois dos reajustes. Veja também as exclusividades da nossa carteira de cartas de crédito.

Perguntas frequentes

O reajuste do consórcio é a mesma coisa que juros?
Não. Juros remuneram o dinheiro emprestado por um banco; o reajuste do consórcio apenas atualiza o valor da carta de crédito para que ela continue comprando o mesmo bem no futuro. Se a carta não fosse corrigida, o consorciado seria contemplado com um valor defasado e teria de completar a diferença do próprio bolso. No consórcio, o custo do plano é a taxa de administração prevista em contrato, e não juros.
Com que frequência a parcela do consórcio é reajustada?
Na maioria dos planos o reajuste é anual e ocorre na assembleia de aniversário do grupo, conforme o índice definido em contrato. Alguns planos de veículos acompanham a tabela de preços do fabricante e podem ser atualizados em outra periodicidade. A regra vale para o seu grupo específico e está escrita no contrato e no regulamento.
Quem já foi contemplado continua tendo reajuste na parcela?
Sim. Mesmo depois de usar a carta de crédito, o saldo devedor continua expresso em percentual do valor do bem e segue sendo corrigido pelo mesmo índice do grupo até o fim do plano. Por isso vale planejar o orçamento contando com a correção, e não com a parcela do primeiro mês.

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