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Consórcio de carro elétrico e híbrido: vale a pena?

Elétricos e híbridos custam mais na compra — e é justamente aí que o consórcio, sem juros, pode ajudar. Entenda como usar a carta de crédito e o que planejar antes.

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AEquipe AgionVeículosAtualizado em set/20266 min de leitura

Quem quer migrar para um carro elétrico ou híbrido esbarra em um preço de entrada mais alto e em dúvidas sobre como pagar sem juros altos. O consórcio é uma alternativa de planejamento: você constrói o crédito em parcelas e escolhe o veículo depois da contemplação, sem promessa de prazo.

Por que o consórcio combina com carro elétrico e híbrido

Elétricos e híbridos costumam custar mais do que os modelos a combustão equivalentes, e isso faz o financiamento pesar: quanto maior o valor financiado, maiores os juros pagos ao banco. No consórcio a lógica é outra. Você entra em um grupo, paga parcelas mensais e, ao ser contemplado por sorteio ou lance, recebe uma carta de crédito para comprar o veículo. Não há juros; o custo está na taxa de administração, no fundo de reserva e no seguro, quando contratado. Se você ainda está começando, vale ler o que é consórcio e como funciona o consórcio de carro. É um caminho para quem consegue planejar a troca de carro com antecedência, sem promessa de data: a contemplação depende do sorteio ou do lance, e ninguém pode garantir quando ela acontece.

Elétrico, híbrido e híbrido plug-in: o que muda para o consórcio

Para a administradora, o que importa é o valor da carta e a categoria do grupo, não a motorização. Ainda assim, entender as diferenças ajuda a escolher o crédito certo. O híbrido comum combina motor a combustão e elétrico e não precisa ser plugado na tomada. O híbrido plug-in tem bateria maior e pode ser recarregado, rodando parte do trajeto só no elétrico. O elétrico puro depende totalmente de recarga. Quanto mais dependente de bateria, mais você deve pensar em onde vai carregar: garagem própria com ponto de recarga, condomínio que autorize a instalação ou rede pública na sua rotina. Essa decisão pesa mais no seu dia a dia do que no contrato do consórcio, mas influencia o modelo e, portanto, o valor de carta que você precisa.

Como definir o valor da carta de crédito

Comece pelo modelo que você quer e some o que costuma ficar de fora do preço de tabela: frete, emplacamento, seguro do veículo e, no caso de elétricos, uma possível instalação de carregador. Se o preço do modelo mudar até a contemplação, o crédito precisa acompanhar; por isso as cartas são reajustadas conforme as regras do contrato, o que também afeta a parcela — o assunto está detalhado em reajuste da parcela do consórcio. Uma estratégia comum é escolher uma carta um pouco acima do valor do veículo, para cobrir despesas, ou complementar com recursos próprios ou o valor de um carro usado na troca. Para ver a conta completa antes de decidir, confira quanto custa um consórcio e a taxa de administração.

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Sorteio e lance: como acelerar a contemplação

Como em qualquer consórcio, existem duas formas de ser contemplado: o sorteio, que depende da sorte, e o lance, em que você oferece um valor para adiantar a sua vez. Quem quer o carro em prazo mais curto costuma planejar o lance desde o início, guardando uma reserva para isso. Há lance livre, fixo e embutido, com regras próprias em cada grupo, e nenhuma delas garante a contemplação, já que outros participantes também podem ofertar. Entenda as regras em lance em consórcio e as estratégias em como ser contemplado. Depois da contemplação, a carta permite negociar como comprador com crédito na mão, avaliando concessionárias e condições de pagamento com mais liberdade.

Custos que vão além da parcela: IPVA, seguro e recarga

O consórcio resolve a forma de pagar pelo carro, mas o custo de tê-lo continua com você. Alguns estados oferecem isenção ou redução de IPVA para veículos elétricos ou híbridos, porém essas regras variam de estado para estado e mudam com o tempo, então confirme a política atual do RS ou do seu estado antes de tomar decisão. O seguro de elétricos pode ter valores diferentes dos de um modelo a combustão, e a revisão e a bateria têm garantias e custos específicos, que dependem da marca. Já o custo de energia costuma ser menor que o de combustível para quem carrega em casa, mas isso varia com a tarifa e o uso. Faça a comparação de custo total antes de escolher, e se estiver em dúvida entre consórcio e crédito bancário, veja consórcio ou financiamento.

Próximos passos e onde se aprofundar

Antes de assinar, compare grupos e administradoras, leia o regulamento e confirme prazo, taxa, fundo de reserva e regras de lance. Para conhecer as faixas de crédito e modalidades, visite cartas de crédito, consórcios, o nosso planejamento financeiro e as estratégias de exclusividades. As administradoras de consórcio são autorizadas e fiscalizadas pelo Banco Central, o que dá segurança ao processo; ainda assim, nenhuma delas pode prometer contemplação garantida.

Perguntas frequentes

Posso usar o consórcio de automóvel para comprar um carro elétrico ou híbrido?
Em geral sim: a carta de crédito do grupo de automóveis é livre para você escolher o modelo, inclusive elétricos e híbridos, desde que o valor do veículo caiba no crédito e atenda às regras da administradora. Confirme no regulamento do grupo se há alguma restrição de categoria ou de tipo de bem antes de contratar.
A carta de crédito cobre o carregador e a instalação em casa?
Depende do regulamento da administradora. A carta é destinada à aquisição do bem, então itens como carregador residencial, instalação elétrica e acessórios costumam ser tratados à parte ou só entram se o contrato permitir. Pergunte antes de contar com esse valor no seu planejamento.
Consórcio de carro elétrico tem juros?
Não. O consórcio não cobra juros: o custo é a taxa de administração, o fundo de reserva e, se contratado, o seguro, diluídos nas parcelas. Como o valor da carta pode ser reajustado ao longo do plano, a parcela também pode mudar — por isso vale simular o custo total, e não apenas a primeira parcela.

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